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RESOLVI EMPREENDER COMO FRANQUEADA: E AGORA?

Eu gosto muito de pesquisas sérias e bem embasadas. Uma delas, realizada pela Universidade de Harvard, em 2016, revelou que não são os filhos ou os afazeres domésticos os obstáculos para a ascensão das mulheres em suas carreiras profissionais, mas, sim, os maridos, parceiros ou cônjuges. Isso porque, segundo a pesquisa, tanto para eles, quanto para elas, a carreira masculina é ‘mais importante’ e ganha status privilegiado na relação, sendo priorizada.

Outra pesquisa da qual gosto muito foi realizada pela consultoria Rizzo Franchise, em 2014, e mostrou que as franquias lideradas por mulheres, ou seja, aquelas que têm mulheres como franqueadas, faturam 34% a mais do que as operadas por homens. Segundo o estudo, as mulheres dedicam-se mais a treinamentos e conseguem ser mais rigorosas em reproduzir padrões, além de terem mais habilidade em tratar das pessoas, reduzindo o turn over de funcionários.

Juntando essas duas valiosas informações – a de que as mulheres são capazes de conciliar as múltiplas atividades às quais se propõem, na real dupla jornada, presente em todas as classes sociais, com a habilidade de administrar um negócio próprio com alta performance –, posso fazer algumas considerações que as levem a boas reflexões sobre o momento certo para investir numa franquia e como fazê-lo, afinal, segundo outras pesquisas, as mulheres já correspondem a metade dos franqueados em todo o Brasil…

A gestão feminina e masculina é realmente diferente? É possível uma mulher operar uma franquia num ‘segmento masculino’?

Em 20 anos de experiência corporativa, observei que não, a gestão feminina não é diferente da masculina. Cada gestor, cada líder, porém, exerce a liderança de maneira diferente, mas, isso independe de ele ser do sexo masculino ou feminino. Há líderes mais afetivos, que conquistam as equipes, outros são mais objetivos, mas, isso é muito mais relacionado ao perfil do executivo.

Outro aspecto apontado como diferença vem da premissa de que a mulher é capaz de fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Costumo dar um exemplo bem raso sobre essa habilidade que todos dizem que as mulheres têm: quando crianças, as meninas são ensinadas a preparar uma refeição completa enquanto o feijão cozinha. Assim, elas preparam o arroz, lavam a salada e fritam os bifes para, quando o feijão ficar pronto, tudo estar cozido, ao mesmo tempo. Se os meninos forem ensinados da mesma maneira, provavelmente, eles terão a mesma habilidade.

Portanto, as mulheres são capazes de desenvolver habilidades iguais às dos homens – e vice-versa. Tudo depende da necessidade e, transportando esse conceito para as franquias, é totalmente possível às mulheres atuarem em segmentos tidos como masculinos. Há exemplos de sucesso em ramos como o da construção civil, no qual mulheres são franqueadas de locadoras de equipamentos para a construção ou atuam como ‘maridos de aluguel’, realizando reparos domésticos. Elas também são franqueadas em centros automotivos e lava-rápidos, assim como homens dirigem salões de beleza e clínicas estéticas.

Como conciliar maternidade e vida a dois com a franquia?

Como coach, percebo que as mulheres realmente temem que o momento da maternidade interfira em suas carreiras. Elas ponderam bastante sobre qual é a hora de ter um bebê e, mais do que isso, como a vida a dois e a família agirão diante de uma possível promoção, da necessidade de realizar um curso no exterior, das viagens a trabalho… Minha orientação é sempre trabalhar a culpa em forma de diálogo aberto, de envolvimento da família nas decisões. Não há motivo para esconder suas intenções e ambições profissionais dos seus entes queridos e pedir a ajuda deles, o apoio de todos porque o resultado beneficiará a família. Mais uma vez, transportando a situação para uma franquia, quando a unidade franqueada é o negócio da família, o apoio do companheiro é muito mais efetivo, então, envolva sua família no negócio, deixe que todos participem, de maneira direta ou indireta, do seu cotidiano. Desta forma, será mais fácil que eles entendam o que você vive, no dia a dia, e seus desafios.

Tenha em mente: você precisa ser uma boa vendedora!

Todo franqueado é um empreendedor, mas, acima de tudo, precisa ser um excelente executor de padrões e um eterno vendedor. Esteja ele à frente de uma prestadora de serviços ou varejista, venderá suas ideais, serviços e produtos o tempo todo. Por isso, conhecer o mercado em que está inserido, o produto e o cliente, observar a cadeia produtiva e os GAP´s envolvidos fazem parte de suas competências para se diferenciar. Atualmente, não basta ter feeling, aquele antigo ‘tino comercial’: é necessário estudar. Já presenciei franqueadas frustradas porque são loucas por sapatos, mas, adquiriram uma franquia de loja de calçados achando que realizariam seu sonho, sem saber que administrar um estoque, lidar com funcionários e clientes e enfrentar a jornada de 12 horas de shopping é extremamente complexo – e, além de tudo isso, é um negócio que exige alta capacidade de vendas.

Baseie-se no tripé de competências técnicas, administrativas e de gestão

A franqueada realizará atividades múltiplas em seu negócio próprio. Quando optar por um segmento, portanto, ela deverá avaliar quais são as habilidades técnicas, administrativas e gestoras necessárias para as atividades daquela franquia. Se, por exemplo, for necessária alguma competência técnica, você mesma a realizará ou dependerá da contratação de um profissional competente (como um podólogo, por exemplo)? Está preparada para exercer as atividades administrativas ou será necessário realizar algum curso extra, para aprender sobre tributos, contas a pagar e receber, compras e administração de estoque, por exemplo? Como gestora, quantas pessoas você terá sob sua liderança? Está disposta a lidar com profissionais em seus primeiros empregos, ou seja, adolescentes? Tudo isso precisa ser ponderado, de maneira que você possa escolher o melhor segmento.

Investir muito ou pouco, não importa: é preciso começar– Um dos atrativos do franchising é que existem marcas para todo o porte de investidor. Recentemente, li notícias sobre uma marca que desenvolveu um equipamento de passadoria que permite passar roupas em casa. Outra rede oferece um mini-buffet, que atende empresas de pequeno porte, ideal para quem tem habilidades culinárias. Com baixo investimento e podendo ser instaladas em home office, as marcas permitem que mulheres tenham seus próprios negócios sem se ausentar do lar. Quem tem mais capital, obviamente, tem uma gama incrível de marcas e segmentos a escolher – e, claro, é preciso ser coerente e pensar muito antes de se fazer uma opção.

As franquias são uma excelente opção para as mulheres, em qualquer fase de suas vidas. Com dedicação e conhecimento, certamente, o sucesso virá.

Cuide do caminho, somos as próximas!

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O dia internacional da mulher não é apenas uma convenção, é também uma boa oportunidade para falarmos mais de nós.

Quero começar felicitando todas as mulheres que assumem e lutam por suas escolhas e encorajando aquelas que ainda não fizeram isso! Não sou militante deste ou daquele direito para a mulher, acredito que a mulher deve ter o direito de escolher que direitos quer.

Feito o reconhecimento merecido, quero me dedicar ao ponto chave que escolhi para esta conversa, as mulheres que virão. Se você escolheu ser mãe, se a vida te fez tia, se você pode influenciar alguma menina, de alguma forma, esta conversa é com você. Mais que uma conversa, é um pedido, seja feliz! Se realize no que você escolheu fazer! Não admita qualquer tipo de assédio, desrespeito; não aceite ser menos do que 110% do seu potencial.

Quer saber o motivo deste pedido? Simples! A próxima geração terá a missão de pavimentar vários quilômetros além do que nós já fizemos, então quanto mais longe chegarmos, mais longe vai a próxima geração. O nosso exemplo é o terreno, entende? Isto é um fardo? Não! Missão, honra e privilégio!

Para apoiar sua reflexão em termos práticos deixo algumas questões, pontos comuns no trato com as minhas assessoradas:

·        Você tem a missão de ser excelente, mas não tem a obrigação de fazer nada. Seja profissional se quiser, dona de casa, voluntária, mãe… apenas honre as suas escolhas!

·        Você sempre pode mudar de caminho. A estrada é sua, você não pertence à estrada.

·        Quando outras pessoas tentarem por limites nos seus sonhos, elas estão se baseando nos limites e nos medos delas, quem sabe é você!

·        Caso você seja uma mãe, cuide da relação dos seus filhos com a vida e o trabalho. Crie mulheres e homens que respeitem e valorizem a mulher profissional. Nunca diga a seu filho (a) que vai trabalhar para comprar brinquedos, ou qualquer coisa que seja, ensine a ele (a) que uma mulher trabalha para ser feliz, ele (a) vai entender. Todo filho quer ver a mãe feliz.

Vamos deixar um legado de sucesso para as próximas gerações?

Precisando conversar mais, estou à disposição.

Raquel Castro

 

Você já visitou uma incompetência?

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Em situações normais de temperatura e pressão, avaliamos bem a nós mesmos, o que é saudável e produtivo; o risco mora na tendência de negarmos nossas próprias oportunidades de desenvolvimento, ou sendo contundente, as nossas incompetências.

Sabendo que competências são exigidas para a efetiva prática da atividade profissional que escolheu e tendo uma visão do que ainda não foi alcançado (via autoconhecimento ou feedback), um profissional pode tentar montar o seu próprio plano de desenvolvimento de competências, ou buscar ajuda especializada para isto. E onde mora o risco? Na falta de efetividade do plano! Para desenvolver uma competência ou sanar uma incompetência, como queira, é preciso saber onde atacar.

Pensando no dia a dia:

Você consegue alguém devidamente habilitado que não dirige? O plano parecia perfeito… auto escola , prova, habilitação, o carro já estava comprado e … Bingo! O carro não sai da garagem.

E aquele seu amigo, (talvez você), que domina o tema, fala perfeitamente para o próprio time, mas gela ou queima, quando outro alguém entra na sala?

E a maravilhosa culinária, então?!!! Mesma receita, mesmos ingredientes e o resultado… disk pizza!

O que torna seu plano de desenvolvimento efetivo é identificar que pilar da competência que precisa ser desenvolvido. Onde mora o gap? Na casa do conhecimento, das habilidades ou das atitudes?

Para gaps na casa do conhecimento, ferramentas para aquisição de conhecimento adequadas ao seu estilo de aprendizagem ! Há espaço para a tribo dos livros, dos filmes, dos jogos, da mentoria. Cada um na sua tribo e o conhecimento é que terão em comum;

Para gaps na casa das habilidades, prática!Repetição! Auto dirigida, supervisionada, individual, em grupo, virtual … o que importa é adquirir o how to… se tornar capaz de fazer;

Caso o gap more na vizinha, a atitude, ressignificação! Trocar a lente com a qual se vê o mundo, nomear e gerenciar as emoções, congelar o medo no lugar de se deixar congelar por ele! Enxergar propósito no que se faz! Coaching, Análise comportamental, reprodução de comportamentos produtivos daqueles escolhidos como referência … enfim, conquistar um novo modelo mental.

Antes de sair investindo tempo, expectativas e dinheiro aqui ou ali, converse com um profissional. Encontre a casa da sua incompetência, faça quantas visitas forem necessárias e traga ela para o time das competências.

Bem vindo ao papel de protagonista da sua jornada profissional.

Muito Sucesso!

Raquel Castro

Remédio, Veneno ou Efeito Placebo?

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Olá, você, integrante do In.  Venho aqui novamente responder uma dúvida recorrente da minha audiência. Acredito que quando a resposta a uma dúvida vira artigo, amplio minha capacidade de contribuir com a carreira das pessoas, exercitando assim a minha missão de vida.

Eis a questão:

“ O que me ajudará a conseguir uma recolocação ou a posição que me permitirá fazer a transição de carreira mais rapidamente? ” Não pensem vocês que a questão é discursiva, ela é objetiva e se organiza nas seguintes alternativas de resposta Continue lendo